COVID-19: Como devem as empresas gerir o marketing num momento de crise?

Durante os últimos tempos, fomos confrontados com uma situação para a qual nenhum de nós estava preparado. As mudanças repentinas que o surto de COVID-19 nos obrigou a fazer nas nossas empresas, nas equipas e nas rotinas, transformaram a nossa gestão de vida pessoal e profissional.

Esta mudança refletiu-se também nas estratégias de comunicação das empresas. As empresas tiveram de se focar na “comunicação de crise”. 

Num momento de crise, mas igualmente de oportunidades, as agências são as aliadas das marcas no combate ao COVID-19 e é dessa forma que se devem posicionar. A experiência diz-nos que, tal como aconteceu em crises económicas anteriores, as empresas tendem a “cortar” em tudo, sobretudo no marketing. No entanto, está provado que as marcas que mantiveram o seu investimento em marketing e em comunicação saíram reforçadas destas mesmas crises. Mais do que nunca, é hora de transmitir confiança e tranquilidade, de reforçar os laços com os clientes atuais e potenciais!

Neste cenário, as empresas enfrentam 3 grandes desafios de comunicação:

  1. Devemos continuar a investir na comunicação da marca?

    As marcas devem continuar a investir na sua comunicação, mas ajustando a estratégia, ou seja, a atuação deve sustentar-se na criação / reforço da confiança com os atuais e potenciais clientes através de uma comunicação proativa, transparente, rigorosa e relevante nos canais da empresa.
    Uma comunicação eficaz e eficiente é a chave para manter a relação com os clientes neste momento de crise – mais do que nunca, a prioridade das marcas deve ser manter os clientes próximos e, assim, saírem reforçadas desta crise!

  2. Devemos continuar a investir no digital?

    Sim, mais do que nunca é importante continuar a estar presente nos resultados das pesquisas, no entanto, o desafio é a aplicação de uma nova abordagem das marcas no mundo digital, explorando novas plataformas, apps, etc.
    Para as empresas com lojas online, é uma excelente oportunidade para apostar nas entregas em casa, para oferecer mais flexibilidade, contudo, devem certificar-se que os stocks apresentados estão disponíveis e que a informação relativa às expedições de encomendas esteja clara e rigorosamente atualizada para evitar uma má experiência de compra do cliente. Por outro lado, esta crise pode significar uma oportunidade para os negócios que não têm loja online, por exemplo, restaurantes com serviço de entrega ao domicílio, lojas de vestuário com vendas online, entre outros.
    Uma das ações importantes é manter sempre atualizados os dados da empresa nos canais online, tais como a atualização dos Horários no Google Business ou ter especial atenção aos anúncios ativos com extensões de chamada, caso a empresa esteja encerrada e não houver atendimento telefónico.

  3. Como devemos comunicar nas redes sociais?

    Em período de distanciamento social, as redes sociais são o maior aliado das pessoas e, consequentemente, aproximam as marcas dos clientes e seguidores das suas páginas.
    No entanto, as marcas devem ajustar a estratégia de conteúdos ao consumidor e ao momento que estamos a viver, seja na mudança do tom de voz das mensagens, passar definitivamente de uma comunicação focada no “eu” para o “nós”. Os formatos dos conteúdos devem também ser repensados, uma vez que as pessoas estão isoladas e, por isso, têm mais necessidade de consumir conteúdos, desde a informação ao entretenimento, nomeadamente na produção de vídeos que geram mais “engagement”.
    O contexto – individual e global – é o fator que mais importa considerar na gestão das redes sociais neste período. De facto, ignorar o contexto levará a marca a uma desconexão emocional, e “o marketing que não é humano está condenado à morte”.
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